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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

A terra mexeu sem avisar

Fala-se agora que o sismo em Itália, foi previsto e que as consequências que todos conhecemos, que entram em nossa casa pelas caixinhas de ligação global, poderiam ter tido contornos diferentes. Perante um acontecimento existe sempre a tendência para encontrar a mão da culpa, os factores externos ao indivíduo que tornaram a guerra impossível de vencer. Sabe-se agora que um sismólogo tinha já previsto esta ocorrência na sua bolinha de cristal, mas também sabemos que a localidade mais atingida se encontrava em chão trémulo, capaz de acordar menos bem disposto num amanhã que haveria de chegar. O Homem pensa-se poderoso pela sabedoria da ciência e pelo avanço das tecnologias, capaz de prever e de controlar até a independente mãe natureza. A morte nunca morre solteira e queixa-se sempre de alguma coisa, se a Joana não tivesse trabalhado até mais tarde, não estaria no edifício durante o assalto e ainda cá estaria hoje para contar como foi. Mas foi precisamente por Pedro trabalhar até mais tarde para terminar a campanha de publicidade que tinha em mãos, que perdeu o comboio que apanhava habitualmente. Comboio esse, que chocou com um outro, provocando uma nuvem de choro e de sangue. Ou seja, há sempre desculpa, nem que seja aquela de que o coração parou de bater. E depois há a rapariga com Valente de sobrenome que esteve coberta por escombros durante cerca de 23 horas e que ficou para contar como foi e como acha que vai ser daqui para a frente. Marta Valente chorou e as únicas palavras que proferiu ao ser resgatada, pertencem a um refrão de uma canção "eu penso positivo porque estou vivo".  


publicado por teladosentir às 21:49

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3 comentários:
De mg_criacoes a 8 de Abril de 2009 às 12:24
Ora aqui está um bela crónica que poderia ser incluída numa coluna jornalística!
Assim, sim! Temos escritora!


De Maria de Jesus a 8 de Abril de 2009 às 23:53
Faço minhas as palavras do comentário anterior. Uma bela reflexão sobre um acontecimento da actualidade e sobre as especulações que a volta dele se geraram. De facto, há sempre a necessidade de se encontrar um motivo para os desastres e também um bode expiatório que mais não seja, para que outrem possa respirar de alívio.
Há aqui, duas forças em confronto. O Homem e a Natureza. Mas esta última é infinitamente maior, embora o primeiro tenha a veleidade de pensar que há-de conseguir dominá-la. Sempre que há um avanço nesse sentido, vem logo uma contrapartida criar novo problema.
Outra questão: Há “destino” ou há “acaso”? Vá-se lá saber! Pelo sim, pelo não, o mais seguro é dar uma ajudinha ao “destino” se ele existir e fazermos nós o caminho, com a crença de que assim tem que ser.
Parabéns pela sua bela escrita. Um beijinho grande e uma Páscoa Feliz junto daqueles que ama.


De rosafogo a 19 de Abril de 2009 às 22:48
Venho só acrescentar, que para mim não é surpresa
encontrar uma crónica, tão bem escrita.É sim sempre uma surpresa e um agrado vir ler o que tão
bem escreve.

Um beijinho


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