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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Perder a peça do puzzle

Joana habita uma casa que é sua e ao mesmo tempo de todos, falamos de uma residência geriátrica. É moradora recente, conheço-a há duas semanas. Não vê, perdeu a visão há alguns anos, o seu corpo veste-se com roupas escuras, e o seu coração também. Joana perdeu o marido há cerca de dois meses, o seu rosto é triste e revestido de lágrimas que teimam em ficar. Procurei que as minhas palavras lhe estancassem, por momentos, as feridas, mas as palavras valem o que valem e as lágrimas vencem. E percebo. Respondeu-me que agora não tem vontade de viver, que o marido a completava, que viviam um para o outro. Percebo que a um puzzle ao qual falta uma peça, é um puzzle que tem que ser arrumado na estante dos objectos perdidos, é sempre um puzzle incompleto. E perder alguém que nos completa, é ficar amputado. Perder alguém que nos faz falta deve ser realmente atroz, realmente triste. Parece reinar o vazio, parece que a nossa existência jamais poderá fazer sentido outra vez. Porque essa pessoa não está, porque essa pessoa não nos ouve, não nos toca e abraça, deixamos de ouvir a sua voz, deixamos de a sentir. Imagino como deve ser difícil ter que continuar a trabalhar, a produzir, a existir, a viver... Procurei dizer a Joana que vale a pena viver por si e por ele, que essa pessoa já não existe fisicamente mas que mora em si, nas suas memórias e recordações e que só ela, Joana, lhe pode dar vida. Tentei explicar que é adequado o que sente, que a tristeza, o desânimo, a não vontade de nada e de desaparecer é a primeira fase do luto, que falar sobre as coisas e o passar do temo ajudam. Disse-me, - obrigada pelas suas palavras mas não chegam para apagar o que estou a sentir. Sei disso Joana, mas estou aqui para ouvir falar desta grande parte de si que partiu e acredito que o companheiro tempo vai serenar a sua perda de sentido e espero que consiga fazê-lo, por si. Aguardamos por si Joana.  


publicado por teladosentir às 20:41

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Caça à cegonha

Em conversas que vou tendo com amigas, algumas já casadas, uma coisa é unânime. Filhos, "ainda não"..., não chegou ainda o instinto, a vontade - "Ai não estou ainda preparada". Pois, não estamos ainda preparadas, de facto são giros, fazem umas coisas engraçadas, têm uma pele cheirosa, mas viramos as costas e sabemos que ficam nos colos das suas progenitoras. E claro nós, vamos para casa descansadas, a pensar no quanto sortudas somos, podemos alongar as horas de sono, somos rainhas do nosso dia, exceptuando o compromisso para com a entidade patronal que nos povoa de euros, que terão como destino coisas importantes como vestuário, livros, cinema, restaurantes e outras actividades deveras imprescindíveis. E não para fraldas, roupas para um ser que não pára de crescer, papinhas e mais papinhas... Mas lá vamos ouvindo - "eu  com a tua idade já era mãe". Pois, e nós justificamos com a instabilidade laboral e de euros, a falta de tempo, o continuar a estudar, este é dito por mim - "ainda falta o mestrado e talvez o doutoramento". Mas ainda bem que não somos pinóquias e que o nosso nariz se mantém estacionário, porque no fundo, não estamos ainda preparadas para passarmos para segundo plano para sempre, tudo muda e ainda não queremos que mude. O meu drama pessoal é que o cheiro do instinto não me tem batido de todo à porta, nem consigo estruturar uma idade para o baptismo da maternidade. Bem, mas não se assustem, eu quero ter alguém que pertepue os meus genes e daquele que escolhi para comigo o partilhar e quero amar aquele ser, que em mim vai crescer e bombardeá-lo de beijos e de afectos mas as bochechinhas ainda vão ter que esperar!

  


publicado por teladosentir às 20:44

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Brindes

Há pessoas que com o tempo se tornam especiais, talvez se deixem despir mais, talvez se deêm mais a conhecer ou talvez seja do nosso olhar. Falo do SERIP que junta às minhas palavras sentidas e simples, um toque delicioso e mágico. Faz-me pensar, brinca com as palavras e isso fascina-me. Porque eu partilho do mesmo prazer, gosto das palavras mais do que chocolate, estar com elas e jogá-las na tela branca que vai gradualmente ganhando vida a preto e branco... Aguardo já ansiosamente que me deposite o seu sentir daquilo que escrevo e gosto de saborear o que me deixa, devagar, devagarinho. Nunca pensei que por baixo daquelas roupas, daquele ar contido e daqueles gracejos propositados, estivesse este ser com mãos sensíveis, ágeis e cheias de beleza. Realmente a vida é surpresa e as pessoas podem ser brindes que podemos ter a sorte de receber e o nosso SERIP, é de facto um belo brinde.


publicado por teladosentir às 20:26

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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Sem morada e código postal

O que leva alguém a morar nas ruas?... O que leva este alguém a querer tornar-se esquecido, vivendo num chão e tecto de todos. Tecto estrelado, chão frio, rostos enrugados sem brilho, sem vontade, sem objectivos, sós, totalmente sós. Perdem a identidade, procuram esquecer quem foram, procuram esquecer quais os rostos que os acompanharam, procuram esquecer o calor de um abraço, o calor de um sorriso que nos é familiar. Parecem querer deixar de sentir, os dias ficam despidos de metas, de obrigações. Obrigam-se a esquecer que existem, querem passar incógnitos e vivem por viver. Que agruraras, que dependências, que infortúnios lhes entraram pela vida adentro, causando mossas, a ponto de se quererem isolar, esquecer e desistir. Pensamos ser um processo longo ou uma catadupa de folhas que vão caindo e que desconhecem o caminho para regressar, filas de perdas e de fracassos que levam à ruína, à solidão, à rua sem morada e sem código postal. E nós passamos por eles, vimo-los na televisão, fingimos não ver, dói enquanto estamos perto esquece-se quando caminhamos e os deixamos para trás. Gente sem idade, que não vive, apenas sobrevive a um dia-a-dia só, leve pela pequena bagagem mas pesado pelo esquecimento, pela solidão, por aquilo que já não são e que tentam tapar de si e de nós.


publicado por teladosentir às 21:09

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Lufada de ar fresco

Há dias em que sentimos que nada parece correr bem, aquela coisa boa nunca mais acontece, o desafio torna a chegar e a angústia teima em nos massacrar. Há dias assim, tudo parece cinzento, tudo parece igual, é mais um dia, a que juntamos ao curriculum dos dias sempre iguais. Mas eis se não quando, chega uma lufada de ânimo, aquela coisa boa pode vir a concretizar-se, aquele desafio pode ser nosso e a ansiedade diminui de tamanho. O cinzento dá lugar ao vermelho, ao laranja e ao rosa. Sorimos para ali, para a esquerda e para a direita e parece que os dias correm a nosso mando, cheirosos, saborosos e mágicos. Sentimo-nos animados e acreditamos que aquela coisa boa está a começar a correr para nós e pode ser nossa. Estas palavras são dedicadas à minha amiga de peito, com a qual muito aprendi, poder vê-la partir é motivo de grande alegria mas devo admitir que tenho medo, sei que a saudade, a falta, o vazio vão tomar conta de mim. Mas sei agora o quanto ver bem uma amiga nos aconchega e nos satisfaz muito.

 

À nossa amizade

 

Para a minha pequena mas gigantesca amiga,

 

 


publicado por teladosentir às 20:28

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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

LER

Não sei se já sentiram a magia que um livro nos pode oferecer. Palavras que ganham vida, palavras que nos fazem voar para outros locais, apresentam-nos novas personagens a quem escutamos os passos, sem que estas o saibam. É como se estivéssemos a assistir a uma peça imaginada, na qual podemos sentir, tocar as personagens, vesti-las, sentimentos e expressões faciais. Um livro é um companheiro que nos preenche as horas menos activas, é um companheiro que nos acompanha sem pedir companhia, que nos alegra, que nos faz chorar, que nos faz odiar o vilão, que nos faz repudiar o mulherengo, o burlão e o mentiroso. Vivemos tudo isto somente sós, num quarto, transportes ou enquanto esperamos por alguém que teima em não chegar. É um hábito que vestimos e não podemos largar. Tornamo-nos reféns das palavras, das vidas de alguém, das vitórias, das derrotas, das perdas, dos projectos de alguém que não conhecemos mas a quem deixamos entrar, tornando-nos cúmplices das sua história. Ler é uma aventura com sabor, com cheiro, também há toques, amores e desamores. Ler é viajar sem sair do mesmo sítio, não precisamos de passaporte, mala ou máquina fotográfica, nem precisamos de fazer check-in, basta abrir a págima e começar a sentir, a desfrutar do comboio das palavras! Boas leituras... obrigada Manuela e Marisa por me puxarem de novo para este mundo mágico...


publicado por teladosentir às 18:19

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Dar e receber

"Dar faz-me feliz", referiu D.ª Joana. Penso no quanto esta pessoa é especial, dar é para si receber. Penso no quanto preciso de receber para dar, no quanto preciso de afectos para os retribuir, no quanto preciso de sentir que sou importante para o dar a sentir ao outro. Penso que quem dá incessantemente sem esperar receber, é no fundo patologicamente sofrido, não gosta de si, nem necessita verdadeiramente de sentir o afecto do outro, é como se necessitasse de dar para mostrar que existe ou procura reparar ou disfarçar culpas e revoltas. No fundo, dá quem recebe e recebe quem dá, é simples. Ninguém ama sozinho ou faz amizade consigo mesmo. É indiscutível o prazer de partilhar, de dar do nosso tempo em prole de um maior bem-estar do próximo e de presentear alguém especial. Mas partilhamos porque sentimos já o calor da partilha, porque sentimos já o calor da palavra que nos fez serenar e do abraço que nos fez sentir seguros. Dar e receber moram na mesma casa e jamais se divorciam!


publicado por teladosentir às 19:36

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Ser criança

Ser criança é tocar o céu,

Encantar-se com o simples,

Com a formiga que caminha apressada,

Com o caracol sem pressa,

Ser criança é acreditar que o sol nos pode sorrir,

É acreditar que o mar pode ficar calmo,

Basta fechar os olhos e abrir a seguir,

Ser criança é sentir que é obrigatório brincar,

É olhar a lua e imaginar que estamos no seu interior,

Ser criança é ter uma varinha na mão,

E transformar o feio em belo,

A tristeza em alegria,

A lágrima em sorriso,

E a mentira em verdade!


publicado por teladosentir às 19:20

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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Família

A família são braços que nos suportam,

Vozes que mesmo no silêncio nos trazem tranquilidade,

Corações que clamam por nós,

Pessoas que nos amam genuinamente,

Há pessoas que não sentem conforto,

Que não sentem compreensão e amor incondicional por parte destas figuras,

Mas quem tem a sorte de sentir o que escrevo sabe o que é sentir um sorriso quando chegamos,

Um olá vivo e um até já aflito para voltar a ver o olá,

Um olhar que olha por nós,

Um olhar que come as palavras,

Um olhar brilhante e cheio de calor,

Deles sentimos colo,

Procuramps ajuda para trilhar o nosso caminho,

Pedimos os seus olhos e a sua experiência quando estamos vacilantes,

Pedimos abraços quando estamos sedentos,

Pedimos a sua voz amiga e doce quando nos sentimos pequenos,

Patilhamos as nossas conquistas, as nossas vitórias, as nosssas alegrias,

Sabemos que estão lá,

Sentimos que torcem por nós,

Sentimos que os seus braços que nos vão suportar para sempre!

 

À minha família...

 

 


publicado por teladosentir às 09:52

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...

Um novo ano chega, chegam também os pedidos, os objectivos para os 365 dias que se avizinham. Pedimos saúde, trabalho, afectos e mais uns euritos para gastar. Dizemos que este vai ser o nosso ano, sentimos que sim... Acabaram-se as festas, o bolo rei, as fatias douradas, os desejos de boas festas e de bom ano. Voltamos aos transportes, trabalho casa e depois a volta contrária. O pior ainda está para vir, a depressão de ter que despir a árvore de Natal, de a ter que aconchegar na caixa, de ter que varrer os seus pedacinhos verdes pelo chão. É um momento triste e aborrecido, é fácil erguer algo mas o processo de arrumar, de apagar e de esquecer é um pouco mais frio e cinzento. Claro que há coisas que gostamos de arrumar muito bem nos meandros dos nossos roupeiros interiores para que possamos ocupar outras divisões com outros projectos e desafios. Desafios, palavra que significa deixar um porto seguro e partir para um destino que vamos ter que desenhar de novo. Vamos ter que o colorir com energia, com vontade e motivação. É algo que nos deixa aflitas e tensas, mas que nos dá novo ânimo e um novo acreditar. Um bom ano cheio de mudanças e desafios!


publicado por teladosentir às 09:36

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