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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Filhos de pais em guerra

Um nome para o bebé, um pai e uma mãe que planeiam estar juntos para o ver crescer, dar estabilidade, serenidade e muito afecto são pressupostos absolutos. Mas quando as intenções se esquivam e ganham votos de zanga, quando o pai e a mãe viram de costas um para o outro, não querendo já em conjunto vê-lo crescer, esquecem-se verdades imutáveis. "Filhos de pais em guerra" foi o título da grande reportagem da sic, transmitida hoje. Como é possível que pais utilizem os seus filhos para exprimir a zanga que sentem face ao cônjuge que partiu, face a um casamento que se quebrou. Como é possível que pessoas adultas se tornem exímias na arte de mal-dizer do outro progenitor, afastando laços, por proibições, alienando papéis cruciais, fazendo crescer na criança ódios, falsas crenças de que foram esquecidos e abandonados. Como é possível que se sintam bem privando o seu filho da presença do outro que lhe foi, que lhe é importante e que lhe deu vida. Sem dúvida que tal deveria ser crime, é direito da criança estar com as figuras parentais, é direito que não ouça palavras depreciativas da mãe pelo pai ou do pai pela mãe, é direito ver, sentir, usufruir da companhia dos dois. É direito não sentir que trai um progenitor por amar igualmente o outro, que por estar com um não esquece o outro, não o trocando sempre que há uma visita ou sempre que se encontram. Verdadeiras guerras se travam com estilhaços e bombardeamentos que deixam a criança orfã de progenitor vivo. Como disse a Psicóloga Maria Saldanha, a estabilidade não está no dormir sempre na mesma cama, não acham?


publicado por teladosentir às 22:17

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4 comentários:
De Maria de Jesus a 16 de Novembro de 2009 às 23:41
Também acabei de ver! Achei muito boa a reportagem e a sua reflexão também! Quantas questões pertinentes aqui levantadas?
- Uma guerra de emoções e sentimentos sem controlo, numa expressão de puro egoísmo. Implacáveis flechas, dirigidas a um perdido afecto, agora suposto inimigo, mas que atingem os filhos que deveriam ser amores maiores e nunca, meios para atingir fins maldosos e vingativos….
- Vítimas, crianças inocentes, divididas entre dois amores, dirigidas unilateralmente no sentido da exclusão do outro progenitor e crescendo numa amargurante confusão afectiva.
- Processos enleados em justiças lentas e quantas vezes incapazes de impor as suas sentenças de forma justa…
Tristes realidades de ontem e de hoje, que serão também de amanhã, sendo positivo trazê-las à reflexão, pois que não se podendo mudar a natureza humana, pode-se trabalhar no sentido de que as soluções para estes problemas sejam eficazes.
Um beijinho


De Maria de Jesus a 19 de Novembro de 2009 às 16:39
Convite para visita a novo blog:
http://olharesmeus-sentidamente.blogspot.com


De Tatiana a 16 de Janeiro de 2010 às 11:43
Gostaria de parabenizar pelo seu blog.
É um lugar magnifico onde a leitura flui e nos faz pensar e refletir muito a cerca de vários assuntos de nosso cotidiano.
Com certeza voltarei mais vezes.

Deixo um beijo carinhoso com minha admiração


De Maria de Jesus a 17 de Janeiro de 2010 às 11:03
Já tenho saudades! Esta escrita tão característica e pessoal, versando temas de muito interesse, faz-nos falta. Por outro lado, na escrita como em tudo na vida, é o continuar que amadurece e aprimora. vamos lá a mostrar-nos mais...
Um beijinho com muita ternura.


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