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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

"Palavras para quê"

Já neste espaço falei de livros e das palavras. Há já algum tempo que um livro não me prendia, há muito que um livro não me deixava inquieta para ver o que vem a seguir e às vezes aquela vontade, que consigo controlar de ver como o enredo vai terminar, dando um “olhadela” para as páginas finais. As horas de leitura são mágicas e puxam a nossa imaginação de forma tão instintiva. Aí estamos nós a imaginar como é Joana, a protagonista da história, ou a sentir os afectos descritos tão espantosamente pelo escritor, que vão desde a tristeza, entusiasmo ou excitação. Fico perplexa com o poder das palavras e cada vez mais apaixonada pelos livros. E quando acabamos de ler um livro que nos completou totalmente as medidas, vem alguma angústia, porque aquela gente, aquelas personagens, aquela história também foi minha por um tempo, também a vivi durante esse tempo. Por isso bate a saudade mas a alegria quando tudo termina bem… e que venha mais uma história.

 

A palavra pode sossegar,

Pode confortar, dar calor,

Mas pode ser flecha,

Que faz sangrar, gelar

Pode ficar cativa quando magoa,

Pode ficar cativa quando acalenta,

Pode aproximar ou repelir,

Palavra, bem supremo,

Forte e poderoso.

 

 


publicado por teladosentir às 20:36

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Domingo, 7 de Março de 2010

"O melhor do mundo são os amigos"

Amigos mal de quem os não tem, fazem parte do melhor do mundo. Sei que com eles posso contar, que procuram ter disponibilidade e tempo para mim. E os desabafos sabem tão bem, é tão bom ter ouvidos amigos que não se cansam da sua missão e que me dizem umas boas verdades, se tiver que ser. E vejam como sou felizarda, tenho sete seres extremamente especiais comigo. Com supremacia feminina mas só em número, aí vamos nós rumo a momentos muito aconchegantes, divertidos e únicos. Entre vinho e comida, ficamos também saciados de conversa, risos, momentos cheios de descontracção e de cumplicidade que só irrompem porque se gosta, porque se confia, porque se respeita o outro nas suas maiores e mais pequenas virtudes. Sinto-me à vontade para ser eu, para dizer coisas mais “doidas”, mais descabidas, sem pudor, sem temor de que me avaliem ou que mal de mim pensem, porque sei que não me expulsam da ordem, sou membro cativo no papel dos estatutos e no coração de cada um deles. Obrigada, Tertulianos.


publicado por teladosentir às 16:12

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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Vale a pena pensar nisto

Dizem que o Carnaval não tem grande adesão popular, ora eu refuto com toda a minha escrita. Aliás por cá e por esse mundo fora a magia do Carnaval está sempre a espreitar, se olharem bem está na diferença e nas máscaras que usamos. Quantas vezes o sorriso fechou para balanço mas mesmo assim aparece se for convidado, quantas vezes nos apetece estar no castelo com as janelas fechadas mas a porta fica aberta, quantas vezes não lhes achamos graça mas tomamos o elixir da tolerância, quantas vezes nos apetece ficar mas vamos, quantas vezes nos sentimos inseguros mas vestimos o traje da segurança, quantas vezes apesar do medo avançamos, quantas vezes queremos aquilo mas aprendemos a ficar saciados com o que temos e quantas vezes a sede de chegar é tanta que nos esquecemos do gosto e do tempo que demora o cozinhado a tomar sabor. E perante isto não acham que somos foliões todo o ano, com grande esmero na escolha do traje com que nos fazemos mostrar a quem nos olha.  


publicado por teladosentir às 21:44

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Filhos de pais em guerra

Um nome para o bebé, um pai e uma mãe que planeiam estar juntos para o ver crescer, dar estabilidade, serenidade e muito afecto são pressupostos absolutos. Mas quando as intenções se esquivam e ganham votos de zanga, quando o pai e a mãe viram de costas um para o outro, não querendo já em conjunto vê-lo crescer, esquecem-se verdades imutáveis. "Filhos de pais em guerra" foi o título da grande reportagem da sic, transmitida hoje. Como é possível que pais utilizem os seus filhos para exprimir a zanga que sentem face ao cônjuge que partiu, face a um casamento que se quebrou. Como é possível que pessoas adultas se tornem exímias na arte de mal-dizer do outro progenitor, afastando laços, por proibições, alienando papéis cruciais, fazendo crescer na criança ódios, falsas crenças de que foram esquecidos e abandonados. Como é possível que se sintam bem privando o seu filho da presença do outro que lhe foi, que lhe é importante e que lhe deu vida. Sem dúvida que tal deveria ser crime, é direito da criança estar com as figuras parentais, é direito que não ouça palavras depreciativas da mãe pelo pai ou do pai pela mãe, é direito ver, sentir, usufruir da companhia dos dois. É direito não sentir que trai um progenitor por amar igualmente o outro, que por estar com um não esquece o outro, não o trocando sempre que há uma visita ou sempre que se encontram. Verdadeiras guerras se travam com estilhaços e bombardeamentos que deixam a criança orfã de progenitor vivo. Como disse a Psicóloga Maria Saldanha, a estabilidade não está no dormir sempre na mesma cama, não acham?


publicado por teladosentir às 22:17

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

"Mudar é bom"

Não quero que batam com o nariz na tela como diz a minha grande companheira e por isso aqui estou eu para dizer ou antes para escrever umas palavras. Justifico a minha ausência por um excesso de afazeres e muitas ansiedades que me impedem, apesar da vontade, de parar e de dar ao dedo. A espera desespera e é assim que me sinto, esperando que aconteça aquilo que muito desejo, a mudança profissional que anseio há já muito tempo. Mas há gente que já não espera, porque chegou a ponte, chegou a nova morada, o mar acalmou. E a minha amiga finalmente vai embarcar numa nova viagem. Com esta amiga e colega muito passei, chorámos juntas, rimos juntas, fizémos muita coisas juntas no decurso de uma caminhada de três anos. Aprendi, saberes e valores. E "Pequenita" partes, mas em mim tens lugar cativo. Quando alguém que gostamos finalmente conseguiu ..., pulamos de alegria como se tal estivesse a acontecer connosco ou pulamos porque simplesmente o sabemos feliz, é a felicidade por cantágio, que nos apraz e satisfaz.  Mudar é bom, mudar faz falta, outros ventos, outras marés, outros marinheiros e camaradas e aí vamos nós cheias de vontade de desbravar, de conhecer novos mundos, novos caminhos com a vontade como combustível de andamento... vai pequenita torcemos por ti.


publicado por teladosentir às 20:53

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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

"O amor veio para ficar"

Tenho dado férias às palavras mas o bichinho cá está, não muda de casa porque não o deixo. Penso e, isto não tem muito a ver com as férias das palavras, mas quando vejo na televisão séries que retratam a realidade hospitalar e em concreto das urgências, fico completamente invejosa, se me permitem, dos médicos e enfermeiros que em altura de crise balbuciam e pensam rapidamente naquilo que tem que ser feito para salvar aquela vida, tudo isto de forma veloz com voz igualmente veloz. Fico roídinha de ciúme por tamanha competência numa hora de aperto, destreza de raciocínio, as palavras que estão na ponta da língua, a solução que mora na ponta da língua. Era mesmo bom que logo ali na hora tudo me saísse assim, resposta certa, conduta certa, suor e aplausos no final com nota máxima e passagem com distinção. Mas habituei-me, a que se não me sair bem à primeira, limo as arestas. Aprendi a não ficar muito chateada comigo mesma, porque melhor podemos sempre fazer e a fazer é que a gente se entende, como quem diz aprende, ou como quem diz a fazer menos bem. E pronto passo para o amor, deixando aqui um bem haja ao Fernando Pessoa vestido de Alberto Caeiro, que diz que o amor é uma companhia, que com ele os caminhos deixam de ser bravados de forma só, e que mesmo na sua ausência nos sentimos acompanhados. Porque quem ama e é amado não se sente só, nem mesmo a morte consegue separar ou apagar... o amor fica.


publicado por teladosentir às 20:14

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Parabéns Ritas

Há pouco tempo vi na televisão uma reportagem que me tocou, de tema a paralisia cerebral. Ali foram contadas histórias, vidas bem reais de Ritas com diferentes idades, todas mulheres e todas cheias de força para contrariar uma doença que mina os seus movimentos, que as prende, nalgumas situações, a uma cadeira de rodas. Mas estas Ritas não se deixam prender, lutam, procuram conseguir o que qualquer pessoa sem esta doença quer e ambiciona conseguir. Continuam a sonhar, referem querer chegar à meta, não importando a posição ou o tempo que a demoram a atingir. Os pais das Ritas mais pequenas falaram do morrer do sonho da criança que haviam sonhado e da adaptação diária à doença. A Rita mais velha, casou e teve recentemente duas gémeas, que na reportagem correm mais do que a mãe Rita. Ser mãe foi um sonho, que sempre sentiu ser impossível para os outros e para os seus pais, tal como foi tirar uma licenciatura, obter emprego, contribuir de forma activa para a sociedade. O que é certo é que conseguiu, tornando-se nobel da determinação, da coragem, da ânsia de vencer e de mostrar a si mesma e ao outro de que é capaz, ao seu ritmo, como se no relógio do tempo o número das horas, traduzisse as pequenas e simples vitórias de vida.


publicado por teladosentir às 18:24

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Domingo, 28 de Junho de 2009

"Quem é vivo sempre aparecd"

Parece que a minha voz não se tem feito ouvir, neste caso escrever. Entre parar para umas pequenas férias, com cheiro a chuva e a descanso em terras verdes, verdejantes, tranquilas, onde o tempo parece passar mais devagar. De novo na cidade, reinam ruídos, os pássaros estão agora longe, em substituição movem-se pela capital para mal dos meus pecados imensas habitantes da espécie pomba "sujili" (animal sujo em latim"). E de novo na cidade, gente e mais gente, o verde só em jardins ou para o lado Oeste, carros e mais carros, poluição para dar e vender. Mas estou na minha cidade, a minha Lisboa Bela e Senhora mas que não deixa de ser menina. Parei de escrever, sei que têm saudades..., mas o dever tem chamado e o prazer de escrever tem passado para segundo plano. Mas quem é vivo sempre aparece e aqui estou eu prestes a colorir este post branquinho, que mais parece ao início, um anúncio ao Tide, "branco mais branco não há". Bem, parece que hoje devo pensar que estou com veia para o engraçado, mas confesso que me sinto bem, estou feliz por existir, como diria um querido colega superior de trabalho. Mas quem já não pode dizer o mesmo é o Michael, que já não se encontra entre nós, vai certamento animar o outro mundo. Parece que o coração parou, talvez cansado de suportar uma vida que parecia em grande mas sem grande entusiamo e harmonia. Esperam-lhe momentos de certeza mais verdadeiros e livres. E assim termino, preparadinha para mais uma semana que vai cessar como consolação com um convívio em terras dourenses com gente minha! 


publicado por teladosentir às 19:56

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Domingo, 24 de Maio de 2009

Uma casa portuguesa

Há quem diga que pão e vinho sobre a mesa acalenta qualquer um, eu acrescento ao duo, a gente que na nossa vida mora, que lhe dá ainda mais sabor e com zero consequências ao nível da saúde. A família de sangue ou aquela que escolhemos para fazer parte dela, falamos dos amigos, são verdadeiras contas aforro. Dão sentido à caminhada terrena, estão lá para o que der e para o que vier. Mais importante ainda, conhecem-nos verdadeiramente, não precisamos de nos tapar, sentimo-nos aceites. Esta gente é aquela, que indo ao centro comercial, nos compra sem esperar por saldos, a pronto pagamento e não pedem talão de garantia, porque não nos querem devolver. E esta segurança é importante, é mesmo o pilar na vida de qualquer um de nós. Há uma canção que diz "vou tratá-la bem antes que saiba os meus segredos e me possa deixar". Com os amigos e gente de sangue, daqueles de peito, não corremos esse risco, sabem os nossos segredos, sabem as nossas imperfeições, mas sabemos que temos sempre um lugarzito cativo na bancada deles. Um viva aos amigos, gente de sangue com pão e vinho sobre a mesa, e isto sim, é verdadeiramente uma casa portuguesa. 


publicado por teladosentir às 14:36

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Domingo, 10 de Maio de 2009

"Play sempre"

As residências geriátricas são museus vivos pelas diferentes espécies que lá se encontram. Não precisamos de adquirir qualquer ingresso para entrar neste mundo maravilhoso, cheio de telas cinematográficas e de capítulos de vida cheios de emoção, vitórias, derrotas, lágrimas e de sorrisos. Espaços interactivos, onde filmes estão em constante exibição, onde as personagens clamam por público que os queiram sentir, ver e escutar. Existem nestes museus animadores que deveriam mudar de nome e designarem-se por ouvidores. Ouvidores porque estas gentes com grande curriculum de vida e de dias vividos, querem sobretudo ser ouvidos, olhados e tocados. Anseiam que alguém páre, que alguém estacione um pouco que seja, junto a si, para que as telas das suas vidas entrem em play outra vez. Quando envelhecer e se morar num sítio que é todos, quero ser olhada, não quero que me entretenham porque sim, quero ser escutada quando me apetecer falar de mim, de quem fui, das pessoas que por mim passaram ou pura e simplesmente do tempo e da qualidade das refeições. Quero continuar a contar como pessoa única, em que cada minuto conta e vale, até à meta final.


publicado por teladosentir às 15:58

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